Coluna ZOOM / O Progresso

Coluna ZOOM – Cinema, Teatro, Música, Show, Televisão e Arte
O Progresso / 05 de abril de 1986

Em muito, o essencial é se fazer. Mesmo sabendo que o ato em si, atrai uma série de circunstâncias à mercê de erros e acertos, e assim sendo, mas é por provocação, o ato de se fazer é determinante para o acontecer. 

É dentro desse pensamento, e muito além, que um pequeno grupo (que a cada dia cresce mais), resolveu se libertar de apenas ficar restrito a quatro paredes ou só conhecidos e reconhecidos por amigos, e se lançaram na verdadeira guerra de realizar uma coletânea poética. Não uma entre tantas coletâneas, onde na maioria impera um sentido restrito de apenas mostrar alguns trabalhos, mas pelo contrário, assumindo o seu papel e principalmente com e no sentido de que é um primeiro passo a ser dado, e que muitos virão com toda certeza. 

Mesmo sendo um trabalho pioneiro, tem-se a preocupação de se fazer o melhor e o melhor dentro das possibilidades. E para quem não sabe e para quem tem uma série de preconceitos para com a classe literária imperatrizense, pode com toda certeza se desarmar, pois o que se está fazendo é de suma importância para o que se faz e com a pretensão de acolher e colher bons frutos.

O GRULI, Grupo de Literatas de Imperatriz, sente-se na obrigação de realizar um trabalho que dê guarida e mostre que na nossa cidade existem excelentes poetas, e quando não, pessoas que têm um potencial muito grande e que devem ser incentivadas. E para tanto, e por pensar assim, é que nasce e já está sendo efetivada uma coletânea. 

De início pode-se pensar que o GRULI é mais um entre tantos grupos onde o que impera é a homogeneidade de práticas e pensamentos, e por isso mesmo, formado apenas por um grupo restrito, onde o pensar e o fazer se compactua apenas em nomes e renomes. Não. O que se pretende, e todos os participantes são unânimes em se acalmarem acima de tudo contrários a todos os tipos de imposições. Pois se tem como pensamento e desejo máximo, reunir o maior número possível de pessoas que querem ou desejam participar de uma atividade como tal. 

Assim sendo, o GRULI assume todas as inquietações, toda a heterogeneidade que lhe é essencial, sem qualquer tipo de barreira à forma ou a experiência de cada um dos seus membros.

Aliás, é da diversificação que se pode pretender o máximo da realização. Desde poetas mercada mente românticos – vide poesias de Gilmar Pereira que foi o vencedor do Festival de Poesia Falada ano passado, até a se elastecer numa forma transcendental de escrever e pensar que o poeta Ariston França possui; às violentas palavras que, ferem armam no escrever de Fernando Fernandes, até aqueles em que a palavra se limita a delimitar o exter só espaço do reconhecimento e conhecimento da percepção. 

É como diz o poeta e cronista, Jucelino Pereira, “o espaço de se pensar, não se estende ao dizer få cil e melancólico”. E é dentro, entre tantos desejos construídos, que a coletânea quer acontecer.

PARA QUEM AINDA NÃO SABE

O GRULI se reúne todos os sábados, às 15 horas, no Teatro Ferreira Gullar. A quem interessar participar, é só chegar lá, que com toda certeza o grupo o receberá com muita alegria. 

Se acaso você, poeta, contista, cronista, deixar que a timidez o domine, não se preocupe, pode enviar os seus trabalhos para a Caixa Postal 162, desde que deixe o seu endereço para futuros contatos.

No mais, é torcer pelo GRULI.

Gilberto Freire de Sant’Anna

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