Feira de Artes termina hoje

O Progresso / 12 de outubro de 1986

Ontem, o grupo Magazine, formado pelos músicos Lu (contra baixo), Irinhão (bateria), Fábio Gás (guitarra) e Pedro Eduardo (vocal e guitarra, o mais recente do grupo), que estava em visita a imperatriz, estiveram parte da manhã abrilhantando ainda mais a Feira de Artes de Imperatriz com suas presenças joviais e altamente comunicativa.

O grupo paulista, que já vem há algum tempo nas paradas de sucesso, realizou na noite de ontem, no Jaó Clube, um show que teve início às 23h, com a presença em massa da classe jovem de Imperatriz.

Descontraídos e bastante comunicativos, eles visitaram com muito entusiasmo todas as barracas da Feira e reuniram-se com os diversos cantores, compositores e demais artistas de Imperatriz. Após muitos elogios e admiração pelos trabalhos artísticos que estavam em exposição, o grupo até tirou uma foto na barraca do artista Aciole, onde ficaram impressionados com a criatividade do artesão.

Sem muita aglomeração, os fãs dirigiam-se para o grupo pedindo autógrafos, beijos e até uma palavrinha. Mais tarde saíram e prometeram que hoje estariam na praça e talvez até poderiam fazer uma pequena apresentação com algum dos seus mais variados sucessos. 

FEIRA DE ARTES

A V FEIRA DE ARTES do Município está encerrando hoje com uma promoção especial dedicada às crianças, no seu dia.

Nas ruas de lazer, sob a coordenação da SEDEL, acontecerão diversas brincadeiras com a participação do grupo de artistas do Paço da Cultura e as crianças que comparecerem, a partir das 18 horas, no auditório do Paço da Cultura, você poderá assistir: a peça infantil “Vamos Jogar o Jogo do Jogo”, encenada pelo Grupo de Teatro “O Jogo”; em seguida, o dançarino Berry apresentará a coreografia “Doce Mel”, teremos também a oportunidade de ouvir o show musical “ID” com Henrique Guimarães e a apresentação de outros artistas de nossa cidade. 

Se você puder, vá assistir e leve o papai e a mamãe.

Esperamos de você

O Imparcial / São Luís, 15 de março de 1986

O Maranhão é um Estado que sempre tentou se afirmar culturalmente, em relação a outras regiões brasileiras. Por isso, constantemente, têm-se notado várias expressões artísticas serem criadas e desenvolvidas, principalmente na Capital.

Por um descaso (ou incompetência?) dos órgãos destinados a incentivar e projetar os novos talentos culturais surgidos durante esses vinte anos de silêncio, muitos desses novos artistas permanecem no anonimato por terem seus trabalhos ignorados pela sociedade, sem condições de divulgá-los.

Nesta quarta-feira esteve se apresentando, no Circo Voador, o grupo teatral imperatrizense GRUPO DO JOGO, que sentindo a necessidade de preencher uma grande lacuna cultural, resolveu montar um espetáculo dirigido às crianças e jovens da região, surgindo, então, o espetáculo “VAMOS JOGAR O JOGO DO JOGO”.

O grupo, formado por Ariston de França, Olírya Alencar e Tânia Cordeiro 

(substituindo Graça Ferraz) é mantido pela ASSARTI (Associação Artística de Imperatriz) e pela segunda vez, vem a São Luís mostrar um pouco da arte tocantina. “Nós somos um grupo novo, dentro da Associação, e o único que se preocupa com o público infanto-juvenil”, declarou Mauro Soh, paulista, 30 anos, um ativo integrante do corpo teatral. E acrescenta ainda: “Começamos o ano de 1985 praticando juntos e, de trabalhos relâmpagos, chegamos ao “VAMOS JOGAR O JOGO DO JOGO”, acreditando ser este o trabalho mais sério e mais firme de toda a nossa caminhada”.

O espetáculo transmite uma mensagem muito rica de solidariedade humana. É um jogo em que três crianças encontram um velho e resolvem colocá-lo em uma brincadeira. Com o decorrer do tempo, o grupo se divide e cada um desenvolve seus divertimentos em separado. No final, sentem necessidade de se unir e chegar a um acordo, explica Mauro. A peça é dirigida principalmente a um público adolescente por transmitir uma mensagem de esperança e ressaltar o valor de um trabalho desenvolvido em grupo.

Quem não teve a oportunidade de apreciar esta inteligente demonstração artística da gente de Imperatriz, é só aguardar um pouco que, dentro em breve o VAMOS JOGAR O JOGO DO JOGO estará, de novo, brilhando em algum palco desta ilha, pois todo o grupo está à espera de São Luís, com firme propósito de juntos amadurecermos e crescemos culturalmente. O jogo da vida não vai existir se você, criança, jovem ou adulto, não estiver jogando, junto com outro, cada um acreditando e esperando alguma coisa a mais do companheiro.

Jacqueline Barros Helluy
(Editoria de Cultura)

ESPERAMOS DE VOCÊ

Vamos Jogar o Jogo do Jogo é uma proposta. Sobre o texto, uma imagem: o camaleão.Travestindo os atores em personagens que deveriam fluir na imaginação infantil, ou juvenil, a quem se destina, em princípio a peça. Há doçura logo na abertura com a música. O som do atabaque e de um violão. Aspereza na realidade retratada no conjunto. Antônio Fernando Bezerra descreve de forma hilariante o domínio Plano diferente do Tocantins, para onde se destinou o trabalho de conflitos pela terra, das pobrezas.

A montagem, o figurino, o cenário e a direção são fruto da criação coletiva. Fácil e bonito de se fazer entre amadores. Há livre criação. Salto no palco a arte em sua forma melhor talhada. Distribui-se a cena como se passeio quando bem disposto pela vida, melhor que isso para se situar a origem, por Imperatriz. O próprio programa apresenta Jogar o Jogo da Vida como o trabalho mais sério, mais firme de toda caminhada do grupo (Olirya, Ariston, Mauro e Gracinha) formado em 1985.

Em São Luís, Gracinha (Graça Ferraz) é substituída por Tânia Cordeiro. Queria estar nos olhos de quem assistiu Jogar o Jogo em Imperatriz. Saber o quê da fala, das expressões dos atores guardou-se para jogar um jogo mais duro, o do cotidiano. Por que jogar? O que é jogar? A vida? Gostoso de se assistir quem usa seu corpo, sua imaginação, a arte para mostrar aos outros o que eles mesmos não vêm de si.

O Grupo do Jogo merece o espaço que o Circo lhe dedicou. Precisa da resposta ao “Esperamos e acreditamos em você”. Quem for atrás verá um bom espetáculo. Uma segurança no palco própria de melhores montagens. Cobrar com carinho da sua audiência a continuação da caminhada é obrigatório. Imperatriz não deve perder essa bolha que ocupou a lacuna cultural que lhe assediava. Outros Jogos são necessários.

– Minha senhora o teu feijão está queimado. Bata esta frase para situar toda uma fantasia de embaixadores e príncipes no contexto cultural da Olírya, Ariston, Mauro e, agora, Tânia.

Gilon Dumont

Coluna ZOOM / O Progresso

Coluna ZOOM – Cinema, Teatro, Música, Show, Televisão e Arte
O Progresso / 05 de abril de 1986

Em muito, o essencial é se fazer. Mesmo sabendo que o ato em si, atrai uma série de circunstâncias à mercê de erros e acertos, e assim sendo, mas é por provocação, o ato de se fazer é determinante para o acontecer. 

É dentro desse pensamento, e muito além, que um pequeno grupo (que a cada dia cresce mais), resolveu se libertar de apenas ficar restrito a quatro paredes ou só conhecidos e reconhecidos por amigos, e se lançaram na verdadeira guerra de realizar uma coletânea poética. Não uma entre tantas coletâneas, onde na maioria impera um sentido restrito de apenas mostrar alguns trabalhos, mas pelo contrário, assumindo o seu papel e principalmente com e no sentido de que é um primeiro passo a ser dado, e que muitos virão com toda certeza. 

Mesmo sendo um trabalho pioneiro, tem-se a preocupação de se fazer o melhor e o melhor dentro das possibilidades. E para quem não sabe e para quem tem uma série de preconceitos para com a classe literária imperatrizense, pode com toda certeza se desarmar, pois o que se está fazendo é de suma importância para o que se faz e com a pretensão de acolher e colher bons frutos.

O GRULI, Grupo de Literatas de Imperatriz, sente-se na obrigação de realizar um trabalho que dê guarida e mostre que na nossa cidade existem excelentes poetas, e quando não, pessoas que têm um potencial muito grande e que devem ser incentivadas. E para tanto, e por pensar assim, é que nasce e já está sendo efetivada uma coletânea. 

De início pode-se pensar que o GRULI é mais um entre tantos grupos onde o que impera é a homogeneidade de práticas e pensamentos, e por isso mesmo, formado apenas por um grupo restrito, onde o pensar e o fazer se compactua apenas em nomes e renomes. Não. O que se pretende, e todos os participantes são unânimes em se acalmarem acima de tudo contrários a todos os tipos de imposições. Pois se tem como pensamento e desejo máximo, reunir o maior número possível de pessoas que querem ou desejam participar de uma atividade como tal. 

Assim sendo, o GRULI assume todas as inquietações, toda a heterogeneidade que lhe é essencial, sem qualquer tipo de barreira à forma ou a experiência de cada um dos seus membros.

Aliás, é da diversificação que se pode pretender o máximo da realização. Desde poetas mercada mente românticos – vide poesias de Gilmar Pereira que foi o vencedor do Festival de Poesia Falada ano passado, até a se elastecer numa forma transcendental de escrever e pensar que o poeta Ariston França possui; às violentas palavras que, ferem armam no escrever de Fernando Fernandes, até aqueles em que a palavra se limita a delimitar o exter só espaço do reconhecimento e conhecimento da percepção. 

É como diz o poeta e cronista, Jucelino Pereira, “o espaço de se pensar, não se estende ao dizer få cil e melancólico”. E é dentro, entre tantos desejos construídos, que a coletânea quer acontecer.

PARA QUEM AINDA NÃO SABE

O GRULI se reúne todos os sábados, às 15 horas, no Teatro Ferreira Gullar. A quem interessar participar, é só chegar lá, que com toda certeza o grupo o receberá com muita alegria. 

Se acaso você, poeta, contista, cronista, deixar que a timidez o domine, não se preocupe, pode enviar os seus trabalhos para a Caixa Postal 162, desde que deixe o seu endereço para futuros contatos.

No mais, é torcer pelo GRULI.

Gilberto Freire de Sant’Anna

Prefeito José de Ribamar Fiquene realiza sonho

Coluna ZOOM – Cinema, Teatro, Música, Show, Televisão e Arte
O Progresso / 12 de abril de 1986

A emoção é emoção. As palavras, ou alguns gestos, não bastam simplesmente para atingir o seu grau e intensidade. É emoção, algo em que o homem se sente supremo de si, orgulhoso de sua raça, e num intragável instante tudo se resume, se explica e se explode em ser emoção. Um estado, algo, ser, coisa em que tudo é tudo, é senão, num misterioso poder adquirido, algo mais.

A emoção de estar, se transpor em alma e corpo, numa conjugação de estar bem próximo ao perpétuo o extenso diante de sua fragilidade, e de todas as suas significações, É amar como verbo, verso, e quem sabe até alguma proposição inexistente.

E foi algo parecido, pois a emoção é insubstituível e muito menos conceituada. E foi algo dessa emoção que alguns tiveram a oportunidade de vislumbrar, nos olhos, mãos ágeis, corpos elétricos de Ariston França, Didi Praez e Mauro Soh. Algo que pertencia a tudo e a todos, o sonho se fez em vontade e vai se realizar.

Ontem pela manhã esteve com o Prefeito José de Ribamar Fiquene, a diretoria da ASSARTI, Associação dos Artistas de Imperatriz, para solicitar a construção do Teatro Ferreira Gullar. Além de receber uma resposta positiva, que o Prefeito assume a construção do Teatro, o mesmo se dirigiu ao prédio onde se localiza o Teatro, e com um prazer infindo, visitou todas as suas dependências, argumentando a forma e como as obras serão desenvolvidas. 

Em verdade, toda a cidade é vitoriosa. Desde pelo ato de coragem do Prefeito José de Ribamar Fiquene, que além de já ter plano de construir um Teatro Municipal, assume e reconhece o papel do Teatro Ferreira Gullar na história da cidade. A ASSARTI pela sua luta de anos e anos, e cada artista que tem depositado o coração na luta e na coragem. 

Para o sr. Fiquene fica-se a gratidão, e o saber que o reconhecimento é um ato de amor à arte. Para os artistas um motivo a mais para continuar a luta, a sensação intransferível de se ver e ser emoção. E o orgulho de sentir nos olhos de Didi Praez, Mauro Soh e Ariston França, que ao receberem a resposta positiva do Prefeito, se fizeram em pura arte.

Gilberto Freire de Sant’Anna

Artistas levam espetáculo para Coquelândia

O Progresso / Imperatriz-MA, 19 de março de 1986

A Secretaria de Cultura promove um intercâmbio cultural com os municípios vizinhos, no sentido de que sejam alastrados por toda a região projetos culturais. 

Com o espetáculo “Vamos Jogar o Jogo do Jogo”, o Paço da Cultura José Sarney pretende levar ao povoado de Coquelândia, sábado próximo, um pouco da arte que vem sendo ativada em Imperatriz. A peça teatral vem obtendo um grande sucesso nos últimos tempos, com temporada na capital e na cidade; os artistas preparam-se para incentivar a arte naquele distrito. 

O secretário de Cultura, Jorge Fiquene, ressaltou que “desde o último encontro que aconteceu em São Luís com os secretários de cultura do município e seus respectivos assessores, o projeto foi discutido e que logo as atividades iniciaram; o projeto visa a expansão da arte no interior maranhense”. 

A secretaria conta com apoio do prefeito Fiquene que, através da Secretaria de Obras Transporte e Urbanismo, doou um ônibus para que no dia 12, sábado às 13 horas, os artistas do Paço da Cultura estejam rumo a Coquelândia, efetuando assim mais uma atividade cultural. 

O diretor de arte, Mauro Soh, entrou em contato com as entidades culturais já existentes naquele lugar e através do clube de mães e do clube de jovens foi decidido que sairia de Imperatriz um grupo para promover um dia de arte em Coquelândia. 

Artistas Imperatrizenses fazem sucesso na ilha

O Progresso / Imperatriz-MA, 19 de março de 1986

Depois de muito sucesso retornaram na tarde de ontem de São Luís, o grupo  artístico que participou do Circuito Imperatriz com apresentações simultâneas no Circo Voador.

Henrique Guimarães, compositor do show “Oco do Mundo”, que manteve um contato direto com a direção daquele órgão, declarou que a temporada teve grande receptividade por parte da comunidade ludovicense e que o trabalho permitiu maior engajamento da arte imperatrizense junto a entidades artísticas daquela cidade. Durante uma reunião acontecida com a classe artística, ficou decidido um acordo com artistas de Imperatriz, que agora terão o apoio da Fundação Bandeira Tribuzi para todas as atividades de expansão de seu trabalhos. Os artistas tiveram total apoio da Secretaria Municipal de Cultura, Prefeitura Municipal e CEMAR durante a estadia naquela capital. Declarou ainda o compositor que possivelmente seu trabalho estará indo para Fortaleza, onde o Circo Voador passará uma grande temporada. 

Os artistas imperatrizenses que participaram do Circuito de Artes de Imperatriz, no Circo Voador, na capital do estado. José Henrique, Neném Bragança e Zeca Tocantins retornaram animados e felizes com o sucesso das apresentações no Circo. A crítica gostou, o público aplaudiu e a galera vibrou com os imperatrizenses.

Acontecendo

O Progresso / 08 de março de 1986

VAMOS JOGAR… o jogo do jogo? Este é o título de uma peça infanto juvenil que o Grupo do Jogo estará mostrando em São Luís, na próxima semana. Vem preencher uma grande lacuna cultural para a criança e o jovem da região é que foi montado. “Vamos jogar o jogo do jogo”.

Preocupados em preservar a magia da brincadeira, o grupo traçou esta linha para o espetáculo. A gente sente que ainda há muito para se fazer, mas esse é o começo de um trabalho que o pessoal do jogo pretende desenvolver para preservação das brincadeiras, jogos e cantigas da infância.

Ressaltando que o grupo (Olirya, Ariston, Mauro e Tânia) vem se firmando há um bom tempo, começando o ano de 85 juntos praticamente, chegaram ao “Vamos Jogar o Jogo do Jogo”, acreditando ser um trabalho mais sério e mais firme de toda a caminhada.

Uma pequena amostra do trabalho dos artistas imperatrizenses, que serão apresentados na capital do Estado, já a partir de segunda-feira.

A Arte do Prefeito

O Imparcial / São Luís, 19 de janeiro de 1986

Dia 14, em Imperatriz, foi realizada uma reunião das entidades ASSARTI, FETAMA e CONFENATA com o prefeito José Ribamar Fiquene e o vereador Léo Frank, onde foi discutida a infraestrutura da XI Mostra de Teatro Amador que ocorrerá naquela cidade em novembro. 

Um dos pontos polêmicos da reunião foi a questão do terreno reivindicado pela Associação Artística de Imperatriz (ASSARTI) para a construção de um teatro que atenda às necessidades do público, principalmente agora que a princesa do agreste está sendo chamada “a capital do teatro do Maranhão”, em razão da Mostra que sem dúvida receberá os mais diversos grupos do Estado. 

A proposta entretanto ainda não foi aceita pelo prefeito, pois, segundo o Conselho de Contas do Município de Imperatriz, a prefeitura não pode utilizar verbas para benefícios particulares. Mas os artistas presentes à reunião e o vereador Léo Frank argumentaram que a Associação, por ser uma entidade sem fins lucrativos, é reconhecida como de utilidade pública e inscrita no Conselho Nacional de Serviço Social (CNSS) e está legalmente instrumentalizada para receber verbas do Município, do Estado ou da Federação.

Para viabilizar essa proposta, a ASSARTI entraria com o terreno, a Prefeitura com a construção e entidades federais e estaduais como Secretaria de Cultura, Sedel e Inacen com o aparelhamento técnico do espaço.

O prefeito, mostrando-se sensível à reivindicação dos artistas, comprometeu-se de reestudar a proposta junto com o Conselho de Contas do Município, visto que nesta XI Mostra será indiscutivelmente necessário este espaço cultural com as devidas condições técnicas para apresentação. Todos estão torcendo para que a resposta seja positiva e a construção se inicie dentro do mais breve possível. 

O artista e representante da Confederação Nacional de Teatro Amador (CONFENATA), Nélson Brito declarou: “Eu acredito que depois de esclarecida a instrumentalização legal da ASSARTI, o Sr. Ribamar Fiquene atenderá as justas reivindicações do movimento artístico de Imperatriz, visto que esta não é a primeira vez que o prefeito, percebendo a importância do crescimento artístico cultural do município, se alia aos desejos daqueles que procuram tornar Imperatriz o centro cultural do Estado”.

“Ruth do Bosque” no Santa Rita

O Jornal / 11 de janeiro de 1983

Mais um bonito espetáculo será exibido hoje pelos artistas integrantes da Associação Artística de Imperatriz, que desde o início da semana promovem a 1ª Temporada Artística de Imperatriz, em busca de uma integração maciça junto ao público local. 

Hoje, a apresentação será no bairro Santa Rita, no salão do senhor Pindarē, às 20 horas, onde a peça “Ruth do Bosque” será encenada pelo grupo teatral “Fontes”.

Ruth do Bosque é estrelada por Lucinéia Batista, Lucia Batista, Ariston, Deuzuita, Vicente, Irineu, Francisco Irmão, Assis e Reginaldo, com direção e música de Antonio Batista. De autoria de Sebastião Machado, a peça fala de uma garota que, levada pela curiosidade de conhecer novos caminhos, buscando assim o mundo colorido do adolescente, deixa-se levar pelas promessas vantajosas de um desconhecido. Levada a cidade grande, é abandonada com um filho, ficando jogadas às traças de seu próprio destino. “Este é um espetáculo digno de nossos dias”, afirma o diretor da peça, Sebastião Machado.

APOIO

Ontem, o atual presidente da Associação Artística de Imperatriz, Zequinha, afirmou que graças ao apoio do atual prefeito, “estamos promovendo esta significante temporada de artes nos bairros”. Acreditamos, ainda, que no exercício de José Fiquene, a arte imperatrizense alcançará maiores proporções, pois o mesmo sempre se revelou como um amante da arte”. Afirmou ainda o presidente da Assarti que o objetivo da associação, é “transformar Imperatriz num grande berço cultural, mas para isso precisamos de muito mais apoio”